Blog Modesto

Os posts-its e apontamentos diários de um rapaz com vinte e poucos anos...

Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012

Deus tem fé no homem

«Palavra que o Senhor dirigiu a Jeremias, nestes termos: “Vai e desce à casa do oleiro, e ali escutarás a minha palavra.” Fui então à casa do oleiro, e encontrei-o a trabalhar ao torno. Quando o vaso que estava a modelar não lhe saía bem, retomava o barro com as mãos…» (Jr18,1-4) «Retomava o barro.» Deus é o oleiro, o que não deita fora o barro, apesar dos fracassos da forma. Desde o princípio foi assim: «o Senhor Deus plasmou o homem do barro da terra e insuflou-lhe pelas narinas o sopro da vida, e o homem transformou-se num ser vivo» (Gn2,7). O Deus bíblico recusa-se a abandonar o homem. Mesmo se reconhece a fragilidade extrema em que a nossa liberdade se constrói.

 

MENDONÇA, J. T. (2011). Pai-Nosso que estais na Terra (5ªedição). Lisboa: Paulinas. (p.118-119)

 

publicado por pedro às 20:26
Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

É de vida partilhada que as nossas vidas se alimentam

«Mas vou pedir a Deus o pão? O pão, se eu não trabalhar, não é Deus que mo vai dar. Tenho de pedir a Deus é o que não consigo pelas minhas forças!”» Porém, o que Jesus nos ensina é que temos de pedir a Deus aquilo que conseguimos, ou dito de outra maneira, pedir que Ele dê um sentido outro àquilo que nós vamos conseguindo e o torne genuinamente essencial. (…) Nós rezamos: «o pão nosso» porque, quando só eu tenho pão, é uma coisa muito triste. É um pão que não nos desce pela garganta. O pão da solidão não tem metade do sabor, ou um centésimo da alegria. Nós pedimos a Deus o nosso pão, o pão de todos, o pão para todos.

 

MENDONÇA, J. T. (2011). Pai-Nosso que estais na Terra (5ªedição). Lisboa: Paulinas. (p.106-107)

publicado por pedro às 18:43
Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012

O cristão é uma hipérbole no mundo

Dizer “Faça-se” é franquear as portas da nossa vida a Alguém que quer tudo. A Fé tem dimensões que arruínam completamente a sensatez e o bom-senso.

A vontade de Deus não se cumpre sem nós. Há uma aceitação, há esse salto ou sobressalto da Fé que depende da nossa liberdade. Temos de dizer com plena vontade, «seja feita a vossa vontade». Rezar é sempre conspirar por um acontecer. (…) [Mas] Qual é a vontade de Deus? A vontade de Deus é o Amor. O nosso único dever é o Amor. E, quando a gente diz «Seja feita a vossa vontade», sabe de antemão que isso significa «Seja cumprido, atualizado, redesenhado o Amor».

 

TOLENTINO MENDONÇA, J. (2011). Pai-Nosso que estais na Terra (5ªedição). Lisboa: Paulinas. (p.98-99)

publicado por pedro às 21:38
Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

Venha a nós o vosso Reino

O Reino de Deus pede de nós a vida inteira. Todos os nossos instantes, as nossas forças. O Reino de Deus reclama a nossa energia, o nosso suor. Não nos pede coisas, pede-nos a nós. (…) Não somos guardadores do Reino, não somos donos. Somos anunciadores do Reino e não proprietários.

 

TOLENTINO MENDONÇA, J. (2011). Pai-Nosso que estais na Terra (5ªedição). Lisboa: Paulinas. (p.91)

publicado por pedro às 19:47
Sábado, 25 de Agosto de 2012

Bendita escuridão

É o que apetece dizer, porque o grande risco para o nosso caminho espiritual raramente é «a noite escura», raramente são as dúvidas de fé, a aridez do deserto, os tempos trubulentos, as lutas… O grande perigo é não haver ondas, ser tudo demasiado normalizado, linear, utilitário, funcional. Podemo-nos revoltar mil vezes contra os chamados «filósofos da suspeita», e não vemos que muito antes, e se calhar muito mais gravemente do que eles, nós crentes excluímos Deus, o Deus vivo, da nossa vida.

 

TOLENTINO MENDONÇA, J. (20011). Pai-Nosso que estais na Terra (5ªedição). Lisboa: Paulinas. (p.72)

publicado por pedro às 20:44
Quinta-feira, 23 de Agosto de 2012

A ontologia do quotidiano

É espiritualmente desastrosa a ideia que se espalhou na visão corrente da existência cristã, segundo a qual, quando pecamos, Deus se afasta de nós. Que acontece como que um eclipse de Deus. Pode lá ser! Pelo contrário: é preciso dizer, que quando pecamos Deus agarra-se ao nosso pescoço. Deus não nos deixa; Deus aumenta o seu amor por nós. Deus derrama a sua ternura, Deus acena, Deus suplica que abramos os olhos, que caiamos em nós e nos recordemos daquilo que somos, recobrando forças…

 

TOLENTINO MENDONÇA, J. (20011). Pai-Nosso que estais na Terra (5ªedição). Lisboa: Paulinas. (p.63)

publicado por pedro às 21:34
Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012

Somos uma coisa só

Lapidares na sua clareza são as palavras de São Cipriano sobre o Pai-nosso: «Não dizemos “Meu a Pai, que estais nos Céus” e de igual maneira “Dá-me hoje o pão de cada dia”. E nenhum de nós pede que seja perdoada apenas a sua ofensa, nem pede que só ele seja poupado à tentação ou liberto do mal. A nosso oração é pública e comunitária, e quando rezamos, rezamos por todo o povo, não apenas pelo indivíduo, porque todos formamos uma coisa só.»

 

TOLENTINO MENDONÇA, J. (20011). Pai-Nosso que estais na Terra (5ªedição). Lisboa: Paulinas. (p.54)

publicado por pedro às 22:36

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